Um laboratório para o financiamento climático

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Kelle BevineEscrito por:

Um mês após a Cúpula do Clima da ONU que aconteceu em Nova York, onde milhões pediram aos líderes mundiais que tomassem decisões para soluções concretas em relação às mudanças climáticas, ainda nos perguntamos: Qual será o próximo passo?

Courtesy of the Climate Policy Initiative

Courtesy of the Climate Policy Initiative

E certo afirmar que a próxima Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Lima, seguida pela COP 20 em Paris em 2015 representam fóruns importantes para continuar discussões sobre o tema, mas o que pode ser feito agora?

Tem se discutido muito sobre o papel do setor privado no financiamento de soluções para as mudanças climáticas. Mais de 200 bilhões de dólares serão mobilizados por governos e a comunidade empresarial, ate o final de 2015. Os recursos serão utilizados para iniciativas que vão desde a criação de um Fundo Verde para o Clima, descarbonização de investimentos, até o abandono de portfólios de combustíveis fósseis e a participação dos bancos nacionais em iniciativas verdes.

No entanto, sem políticas públicas que incentivem empreendimentos com baixo teor de carbono e desenvolvimento resiliente as mudanças climáticas, estes recursos não são suficientes para mobilizar o setor privado na escala necessária, garantindo um futuro sustentável. Por essa razão, líderes políticos estão sob pressão para desenvolver políticas públicas que tragam investimentos verdes significativos nos próximos anos.

Para atrair o setor privado, são necessários instrumentos de financiamento inovadores – previamente testados e que funcionem para o setor privado.

Nesta semana, estou em Veneza reunida com outros 40 especialistas em financiamento climático em um ambiente pratico, como um laboratório, para analisar sete instrumentos financeiros que podem ajudar países em desenvolvimento do mundo inteiro.

O Laboratório de Inovação Global para o financiamento do clima reúne o setor público e privado para um experimento, onde diversas práticas e ideias podem ser debatidas e testadas. A finalidade é ter especialistas contestando pressupostos e uns aos outros, a fim de explorar instrumentos financeiros inovadores que não estão disponíveis atualmente na arquitetura das finanças climáticas.

Até agora, o laboratório considera sete instrumentos financeiros entre oitenta e oito recebidos de todo o mundo. Ao final, deve-se eleger um projeto-piloto com três ou quatro novos instrumentos. Um deles é a Linha para Adaptação de Cadeias de Fornecimento Agrícola, (Agricultural Supply Chain Adaptation Facility, na sigla em inglês). Proposto pelo BID e pela Calvert Investments, ele visa incentivar as empresas a se envolverem com suas cadeias de suprimentos em uma proposta de valor ao longo prazo, tornando investimentos resilientes ao clima uma opção viável – alavancando capital privado de doadores e multilaterais para mitigar os riscos associados com a mudança climática. A ideia é que o financiamento de longo prazo esteja disponível para agricultores de médio a pequeno porte, que normalmente só se qualificam para o crédito sazonal, e assim melhorar a sustentabilidade e resiliência das suas fazendas bem como de seus rendimentos.

Eu acredito que este instrumento não só pode melhorar a adaptação à mudança climática, mas promover uma mudança fundamental na forma que investimentos são feitos perante as mudanças climáticas, criando mobilização e escala para os países em desenvolvimento. Ainda esta semana descobrirei se outros especialistas do Laboratório de Inovação Global estão de acordo, quando escolhermos as sete propostas finalistas e selecionarmos os instrumentos que farão parte da fase piloto.

Last modified: Septiembre 12, 2016

0 Responses to " Um laboratório para o financiamento climático "

  1. Juan Sebastian Rivera dice:

    Bom dia, O mue nome é Sebastian e Eu estou interesado no financiamiento climático. Eu quer conocer mas do tema.

    Obrigado

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